Cinema na sala de aula? Sim: com narrativas desconstruídas, com modelos pedagógicos personalizados e com apoio das ferramentas da web social

Como é que podemos explorar pedagogicamente um recurso audiovisual, um filme e que modelos podem ser desenvolvidos para o fazer? É a resposta a esta problemática que tem alimentado algumas conferências recentes com a chancela da ELO, sob o denominador comum “Educação e Cinema”, cuja mais recente edição decorreu no passado dia 22 de fevereiro, em S. João da Madeira.

S. João da Madeira

S. João da Madeira

António Moreira, docente da Universidade Aberta, coordenador científico da ELO, coordenador do curso de cinemalogia que a UAb mantém em parceria com os Caminhos Film Festival, e orador principal na conferência “Cinema, Vídeo e Educação. Possibilidades Didáticas”, defendeu que o cinema, a imagem em movimento, pode e deve ser um recurso de aprendizagem. E que este é um princípio válido para todos os ambientes de aprendizagem, sejam eles virtuais ou presenciais:

 

Mas, claro, não basta visualizar um filme. Importa saber desconstruir essas imagens em movimento, de forma refletida, com uma estratégia pedagógica e, de preferência, com o auxílio das ferramentas da web social.

Foi isso mesmo que partilhou com os cerca de 80 participantes na referida iniciativa, que decorreu na Escola Básica e Secundária Dr. Serafim Leite, em S. João da Madeira, numa ação de curta duração que teve como público alvo pessoal docente.

Esta ação foi levada a cabo pelo Centro Local de Aprendizagem da Universidade Aberta em S. João da Madeira, tendo contado com o apoio da referida Escola local, do Centro de Formação Terras de Santa Maria e do Plano Nacional de Cinema.

Na sua abordagem ao tema, António Moreira discorreu sobre a linguagem audiovisual e cinematográfica e o seu potencial em ambiente educativo. E apresentou um modelo pedagógico, de passível utilização em ambientes presenciais ou virtuais, para o desenho de (e) atividades orientadas para a desconstrução de imagens em movimento, sendo que que essas atividades são sempre suportadas por ferramentas colaborativas da web social.

O Professor, que tem vasto material editado sobre esta temática, acaba de publicar mais informação sobre o modelo pedagógico de desconstrução de imagens em movimento, num artigo da Revista Journal of e-Learning and Knowledge Society, que pode ser consultado no link que partilhamos: http://www.je-lks.org/ojs/index.php/Je-LKS_EN/article/view/1255